Os Teucros em batalha, após seus cabos
394 versos · 5 notas do tradutor
- Os Teucros em batalha, após seus cabos,
- Gritando avançam: tal se eleva às nuvens
- Dos grous o grasno, que em aéreas turmas,
- Da invernada e friagens desertores,
- Contra o povo Pigmeu com ruína e morte,
- O Oceano transvoam. Desejosos
- De entreajudar-se, tácitos os Gregos,
- Força e coragem respirando, marcham.
- Qual se, ingrato ao pastor, Noto enche os cumes
- De névoa, mais que a noite ao furto asada,
- Pois que a tiro de pedra mal se enxerga;
- Aos pés túrbido pó não menos surge
- Dos que iam pelo campo acelerados.
- Perto eles já, da prima Tróica fila
- Páris nítido sai: com arco e espada,
- Pele de um pardo enverga; de ênea ponta
- A vibrar dois hastis, os mais valentes
- Um por um desafia. Em grave passo
- Vendo-o vir Menelau, como esfaimado
- Leão exulta que, ao topar fornido
- Galheiro cervo ou corpulenta corça,
- Ferra-o voraz, embora em cerco o apertem
- Viçosos moços, vívidos sabujos.
- Do coche em armas vingativo salta;
- Mas Alexandre, que na frente o avista,
- Para os seus retraiu-se estremecendo.
- Se alguém no serro ou brenha encontra serpe,
- Trépido recuando empalidece:
- O deiforme elegante assim do Atrida
- Aos soberbos Troianos retrocede.
- Agro o invectiva Heitor: “Funesto Páris,
- Mulherengo falaz, nunca nasceras;
- Ou solteiro acabar melhor te fora
- Que escárnio a todos ser. És sim bonito;
- O Argeu comado, que pugnaz te cria,
- Ri de que alma tão vil teu corpo aloje.
- A navegar, poltrão, forçaste amigos,
- Da Ápia ousando a beleza peregrina,
- Consorte e irmã de heróis, trazer contigo?
- E és a teu pai flagelo, aos teus e à pátria,
- Mofa de estranhos, de ti mesmo opróbrio?
- Fugiste a Menelau? provaras que homem
- Houve as primícias da mulher que usurpas:
- Cítara, nem madeixas, nem beldade,
- Nem Vênus com seus mimos te valera,
- No pó submerso. Por devida paga,
- Se os nossos Teucros tímidos não fossem,
- Tu já vestiras túnica de seixos.”
- E o formoso Alexandre: “Essa fraterna
- Mereço, Heitor; mas no âmago tens rijo
- Coração, qual secure que, aumentando
- Ao pulso a robustez, penetra o lenho,
- Talha e em navais aprestos o afeiçoa.
- Da áurea Vênus os prêmios não me exprobres;
- Nem são de recusar os dons celestes,
- Nem alvedrio é nosso o consegui-los.
- Se me queres na liça, Aqueus e Troas
- Sossega: eu só com Menelau a braços
- Dispute Helena; o vencedor aceite
- E reconduza a dama e os seus tesouros.
- Ferido o pacto, em sólida amizade
- Neste pingue torrão fiquem-se os nossos;
- De cavalos fecunda aqueles Argos
- E Acaia busquem de gentis mulheres.”
- Folga Heitor, e hasta em punho, os seus retendo,
- Se adianta; mas alvo era de pedras,
- Frechas e lanças, té bradar o Atrida:
- “Basta, Aquivos, cessai, crinita gente;
- Que acena o galeato herói Priâmeo.”
- Ei-los subitamente se aquietam,
- E chama Heitor: “Sabei de mim, Dardânios
- E Aqueus de fina greva, o que Alexandre
- Propõe, da guerra autor. De parte a parte
- Largadas no almo chão fulgúreas armas,
- Menelau marcial a sós com ele
- Dispute Helena; o vencedor aceite
- E reconduza a dama e os seus tesouros;
- Nós outros aliança e paz firamos.”
- Calam-se, e Menelau sonoro troa:
- “Sede-me atentos; esta angústia é minha.
- Atormenta-me a guerra: Aqueus e Troas
- Por mim, por Alexandre origem dela,
- Nímio têm padecido! Os mais pactuem;
- Morra qualquer um dos dous que a Parca assine.
- Preta imole-se à Terra uma cordeira,
- Cordeiro branco ao sol, branco ao Satúrnio.
- Mas Príamo o tratado ratifique;
- Seus filhos com perfídia os juramentos
- Podem quebrar, sem pejo do Supremo.
- Dos mancebos a mente é sempre instável:
- O ancião, reportando-se ao passado,
- Olha ao futuro, concilia todos.”
- Alegram-se os Trojúgenas e Aquivos,
- Terminar concebendo a luta infausta.
- Dos coches apeando, os enfileiram;
- As armas despem, que ante si descansam:
- Breve espaço medeia. Dois arautos
- Expede logo Heitor, que as reses tragam,
- E a Príamo convida. A rês terceira
- Manda vir Agamemnon por Taltíbio,
- Que ao rei submisso para as naus caminha.
- A Helena bracicândida vem Íris,
- Nas feições de Laódice, do Antenório
- Príncipe Helicaon dileta esposa,
- E a mais bela de Príamo gerada.
- Acha-a tecendo em casa dupla trama,
- Luzida e larga, onde as ações bordava
- Que arnesados Aqueus e éqüites Frígios
- Sustentavam por ela encruecidos.
- Chega a núncia veloz: “Sus, ninfa amada,
- Contempla e admira os Graios e os Troianos:
- Não há muito, em combates lagrimosos
- Ardiam por matanças; quedos ora,
- Sem contenda, arrimados aos escudos,
- Os longos piques junto a si pregaram.
- Só lança a lança Menelau com Páris
- Vai duelar: do que vencer o nome
- Terás de queridíssima consorte.”
- Assim na alma a saudade se lhe estampa
- Do marido e dos lares e parentes.
- De véu cândido ao rosto, água nos olhos,
- Saiu do gineceu; não vai sozinha,
- Vai com fâmulas duas, a Pitéia
- Etra e Climene de bovinos lumes.
- Às portas Ceias já de assento encontra
- A Príamo na torre, e Panto e Clício,
- Hiceteon belaz, Timetes, Lampo,
- Mais Antenor e Ucalegon sisudos,
- Que por velhos abstinham-se da guerra;
- Porém, bons oradores, semelhavam
- A cigarras que, n’árvore pousadas,
- A selva adoçam com suave canto.
- À torre vendo aproximar-se Helena,
- Dizem baixo entre si: “Não sem motivo
- Povos rivais aturam tantos males!
- Que porte e garbo! efígie é das deidades.
- Mas, tal qual seja, embarque; a nós de exício
- Não continue a ser e a nossos filhos.”
- Então chamou-a Príamo: “Anda, ó cara,
- Teu cônjuge primeiro e afins e amigos
- Atenta ao pé de mim. Não és culpada;
- Guerra tão crua, os deuses ma enviaram.
- Aquele Argeu quem é, bizarro e esbelto?
- Outros se lhe avantajam na estatura;
- Mas nunca os olhos meus tamanho viram
- Decoro e majestade: um rei parece.”
- Respondeu-lhe a mais nobre das mulheres:
- “Amado sogro, temo-te e venero;
- Oh! morte eu padecera, antes que o toro
- Por teu Páris tivesse abandonado,
- E os irmãos e a só filha e as companheiras!
- Eu vivo e em mesto pranto me definho.
- Mas vou satisfazer-te: o herói que apontas
- É rei sublime e campeão tremendo,
- O pujante Agamemnon; que vergonha!
- Se um dia o mereci, foi meu cunhado.”
- Pasma e exclama o ancião: “Feliz Atrida!
- Mimoso da fortuna, que em florentes
- Graios dominas! Muitos vi peritos
- Cavaleiros da Frígia pampinosa,
- E as de Migdon divino e Otreu falanges,
- Que do Sangário às bordas acampavam;
- Lá como auxiliar no ataque estive
- Das viris Amazonas: mor quantia
- De olhi-negros Aquivos se apresentam.”
- Prossegue a interrogá-la: “A quem do Atrida
- Sobrepuja a cabeça, dize ó filha,
- E é dos peitos mais largo e das espáduas?
- Em terra as armas, as fileiras corre:
- De espessa lã guieiro se me antolha
- Que entre infindo passeia alvo rebanho.”
- Torna a Dial vergôntea: “Esse o prudente
- Laércio Ulisses é, de Ítaca rude,
- Em todo estratagema e ardis sabido.”
- E Antenor: “A verdade, ó mulher, falas.
- Por teu respeito aqui já veio Ulisses
- De embaixador com Menelau: prestei-lhes
- Uma franca e amigável hospedagem.
- Discerni a cordura e o gênio de ambos.
- Eles em pé, dos Teucros no conselho,
- Menelau sobranceiros tinha os ombros;
- Sentados, o Laércio mais nobreza.
- Não multíloquo e vago, embora jovem,
- Sim conciso os discursos bem tecendo,
- Razões argutas Menelau volvia.
- Mas, se o Ítaco a orar se levantava,
- No chão pregada a vista, o cetro imóvel,
- Direito e sem pender, o creras homem
- Inexperto, iracundo, ou quase louco;
- Do imo ao soltar a voz, qual neve hiberna
- As palavras em flocos lhe choviam:
- Com ele então ninguém se comparasse;
- Na facúndia e no gesto era um portento.”
- “Quem é, pergunta Príamo, o guerreiro
- Que, espadaúdo e grande, a fronte acima
- Dos Dânaos assoberba?” — “É, disse a nora,
- Ajax, dos Gregos fortaleza e muro.
- Idomeneu Cretense ali dos cabos,
- Como um deus, se rodeia: ao vir de Creta,
- De Menelau nos paços o acolhíamos.
- Outros vejo daqui de negros olhos,
- Que eu fácil nomeara; mas não vejo
- Castor na picaria, insigne Pólux
- No pugilato, príncipes das gentes,
- Maternos meus irmãos: ou não largaram
- Da leda Esparta, ou nos baixéis detidos,
- Pejam-se de empenhar-se nas pelejas
- Que, por meu vitupério, se prolongam.”
- Oculto lhe era que ambos já na doce
- Pátria Lacedemônia descansavam.
- Traziam da cidade os mensageiros
- As hóstias e odre cheio de jucundo
- Bom licor de natio; Ideu cratera
- Também traz luzidia e copos de ouro,
- E assim convida o rei: “Sus, Laomedôncio;
- Magnatas Frígios e emalhados Gregos
- Rogam desças e o pacto nos confirmes.
- De hastas com Menelau contenda Páris:
- Quem vencer haja Helena e seus tesouros.
- Ferida a paz, em Tróia ficaremos;
- De cavalos fecunda aqueles Argos
- E Acaia busquem de gentis mulheres.”
- Manda o coche arrear trêmulo o velho:
- Obedecem-lhe; sobe e os loros tira;
- Sobe Antenor com ele; os corredores,
- Das portas Ceias despedidos, param.
- Já do assento vistoso desmontados,
- Entre Aqueus e Troianos caminhavam;
- Ergue-se o mor Atrida e o cauto Ulisses.
- Prestes as reses, na cratera o vinho
- Os arautos resplêndidos misturam,
- Água às mãos régias cristalina vertem.
- Puxa Agamemnon do cutelo, apenso
- Da bainha da espada formidável,
- Raspa a moleira às vítimas, e o pêlo
- Os arautos aos próceres dividem;
- Ele alça deprecando a voz e as palmas:
- “Do Ida augusto senhor, máximo padre,
- Sol que vês e ouves tudo, rios, Terra,
- Vós que no inferno castigais perjuros,
- Desta aliança fiadores sede.
- Se Páris vence a Menelau, conserve
- Toda a riqueza e a dama, e nós voguemos;
- Se o vence o louro Atrida, aqui nos rendam
- Helena e o seu tesouro, e por memória
- Multa condigna paguem: morto Páris,
- Se Príamo e seus filhos ma refusam,
- Té que os force ao dever, não largo as armas.”
- Nisto, as gargantas aos cordeiros sangra:
- Exânimes no solo e palpitantes,
- Do éreo instrumento ao gume a vida perdem.
- Rasos os copos, a cratera esgotam,
- E ao Supremo libando o voto expressam,
- Ou cada Argivo ou Teucro: “Jove eterno
- E mais deuses, no chão, como este vinho,
- Dos que primeiro o pacto violarem
- Esparjam-se os miolos e os dos filhos,
- Sejam dos outros as mulheres suas.”
- Nada firma o Satúrnio, e o rei Dardânio:
- “Ó Troas, balbucia, Aqueus, ouvi-me:
- Volto a Ílion ventosa; que estes olhos
- Entre o rival belígero e o meu Páris
- O duelo cruel suster não podem.
- Júpiter sabe e os imortais qual deles
- Chamam seus fados.” — O varão divino
- Monta, no coche as vítimas coloca;
- Tem consigo Antenor, e as rédeas bate:
- Ambos à desfilada se recolhem.
- Eis Ulisses e Heitor o espaço medem,
- Eis num elmo sorteiam quem da lança
- Aênea encete o bote. Frígio ou Graio,
- Súplice as mãos estende e aos céus implora:
- “Do Ida augusto senhor, máximo padre,
- Quem quer que o mal causasse, a Dite o entregues;
- Nós de amizade o pacto mantenhamos.”
- Sacode o elmo Heitor, e o rosto vira;
- Sai o nome de Páris. Em fieira,
- Têm seus donos ao pé cavalos e armas.
- Arnesa-se Alexandre, o pulcro esposo
- Da emadeixada Helena: as caneleiras
- Com prata afivelando, ao peito a coura
- Do irmão seu Licaon, que bem lhe quadra,
- Lâmina aênea claviargêntea ombreia,
- De grande escudo sólido se adarga;
- Flutua-lhe à cabeça o capacete,
- De crina e hórrida crista, primoroso;
- Pique válido empunha. De iguais armas
- Galhardo Menelau se adorna e veste.
- De ponto em branco, ao meio avançam torvos:
- Frio estupor, a tal conspecto, assalta
- Bem grevados Aqueus e éqüites Frígios.
- Sanhudos no recinto se acometem,
- Hastas brandindo. A sua arroja Páris;
- Rasca o broquel do Atrida sem rompê-lo,
- Na brônzea rigidez se amolga a ponta.
- Menelau, por seu turno, impreca: “Ó Jove,
- Dá-me a injúria anular que hauri primeira;
- No sacrílego autor meu braço a puna.
- De atraiçoar vindouros estremeçam
- O hóspede lhano que os receba amigo.”
- A lança aqui desfere, que no instante
- Ao Priâmeo entra aguda o reforçado
- Fúlgido escudo, rasga-lhe a excelente
- Loriga e malha, a túnica penetra
- No quadril: curva-se ele e a morte esquiva.
- De argênteos cravos puxa o Atrida o gládio,
- Que na cimeira voa-lhe em pedaços;
- Fitando os céus então, suspira e geme:
- “És o mais sevo nume, ó tu Satúrnio,
- Cuidei nesse traidor vingar a afronta:
- Estalou-me nas mãos, oh! raiva, a espada,
- E arremessei frustrâneo um tiro cego.”
- Nisto, pelo cocar o aferra e empuxa
- Para os Aqueus: o pespontado loro
- Que ao mento o elmo liga, a mole goela
- Cerra e o sufoca; eterna glória obtendo,
- Firme o arrastara, se a Dial Ciprina
- Rapidamente não quebrasse o atilho,
- De hóstia bovina espólio. O herói, sacado
- O elmo vazio, a revoltões remete-o
- Aos contentes consócios, que o recadam.
- Por matá-lo inda enrista acesa lança;
- Mas fácil, como deusa, em névoa grossa
- Vênus o leva ao tálamo fragrante.
- À torre mesma corre, onde acha Helena
- Entre as Dardânias: unectário peplo
- Abanando-lhe, o vulto imita e as rugas
- Da fiel cardadeira que na Esparta
- As lãs curava e as boas lhe escolhia;
- Disfarçada comete-a: “Vem, que Páris
- No toro conjugal te aguarda, filha:
- Enfeitado e gentil, não de um combate
- Livre o julgaras, sim que a dança o espera,
- E que já de um folguedo refocila.”
- A Helena isto comove; mas, donoso
- Vendo-lhe o seio, o colo de alabastro,
- Dos olhos o fulgor, pávida exclama:
- “Bárbara, em fascinar-me assim prossegues?
- Rojar-me intentas à Meônia ou Frígia?
- Lá tens algum mimoso entre esses povos?
- Quando, o guapo Alexandre hoje abatido,
- Ré Menelau me aceita e me perdoa,
- Traças com teus enganos empecer-nos?
- Vai tu própria; não ponhas pés no Olimpo.
- Esquece os deuses, dele sempre ao lado,
- Suporta-lhe o desdém, até que esposa
- Tu sejas de um mortal, ou sua escrava.
- Não mais, desse cobarde o leito ornando
- Quero a fábula ser das Teucras damas,
- Curtir nova desonra e mágoas novas.”
- E a deusa irada: “Não me apures, teme
- Que eu te persiga, mísera, e aborreça
- Quanto hoje te amo: excitarei discórdia,
- Que os Dardânios e os Gregos exaspere,
- E vítima serás de horrendos fados.”
- Estremece a Ledéia, e silenciosa,
- Do peplo candidíssimo velada,
- Às Troadas se furta, e a guia Vênus.
- No palácio elegante apenas entram,
- As servas todas no lavor se apressam;
- Monta à câmara sua Helena bela.
- Numa sede a coloca a mãe dos risos
- Em face de Alexandre; aversa olhando
- A do Egífero neta o argúi severa:
- “Pois te salvaste? aos golpes sucumbisses
- Do meu primeiro esposo! Em destra lança
- E em força te gabavas de excedê-lo:
- Anda, provoca a Menelau brioso,
- Torna ao duelo agora. Estulto, crê-me,
- O louro Menelau nem mais encares,
- Que da hasta e forte mão serás prostrado.”
- Brando se escusa Páris: “Doce Helena,
- Com essas lancetadas não me punjas:
- Venceu-me o Atrida por favor de Palas;
- Deuses mais faustos me farão vencê-lo.
- Vamos em nossa cama congraçar-nos:
- Tal ardor nunca tive e tais desejos;
- Nem quando, arrebatada à meiga Esparta,
- Velejava contigo, e a vez primeira
- Na ilha Cranaé do amor gozamos;
- Hoje mais te apeteço e mais te anelo.”
- Então sobe adiante, e o segue a esposa;
- No entalhado seu leito adormeceram.
- Menelau, como fera, escuma e vaga
- Em busca do formoso e divo Páris:
- Nem Troa algum, nem ínclito aliado
- Ao valente rival mostrá-lo pôde;
- Que nenhum o escondera, a todos sendo
- Ódio mortal. — Bradou-lhes Agamemnon:
- “Teucros e auxiliares, atendei-me:
- Claro a vitória a Menelau pertence;
- Rendei pois a riqueza e Helena Argiva,
- Multa pagai-nos que o porvir memore.”
- Dos seus o aplauso unânime retumba. * * *