Assim, das portas rui Heitor mais Páris
389 versos · 4 notas do tradutor
- Assim, das portas rui Heitor mais Páris,
- Ambos a respirar bélico incêndio:
- Com tanto anelo festejados foram,
- Como o vento que um deus bafeja amigo
- Do afã do remo a nautas quebrantados.
- Páris mata a Menéstio, que olhipulcra
- Pariu Filomedusa em Arna ao régio
- Areito porta-clava; o irmão, de um bote,
- Sob o elmo o colo talha e estira Eione.
- Ao Dexíada Ifino, que montava,
- Glauco dos Lícios de azagaia a espádua
- Fere, e do coche o atira agonizando.
- Vendo a cerúlea déia o Graio estrago,
- Lá do Olimpo frechou para Ílion santa;
- Febo, o triunfo aos Troas desejando,
- No enxergá-la de Pérgamo, apressou-se;
- Topam-se ao pé da faia; o Délio enceta:
- “Por que fúria e paixão voltaste, ó Palas?
- A indecisa vitória aos Gregos trazes?
- Não tens dos Frígios dó; mas, se me atendes,
- Suste-se o morticínio; ao depois, guerra,
- Té que Dardânia acabe; já que n’alma
- Vos compraz sovertê-la, ó cruas deusas.”
- “Para isso cá desci, Tritônia acode;
- Porém como aplacá-los?” — Segundou-lhe
- O Dial Febo: “O ânimo exaltemos
- De Heitor doma-corcéis, que desafie
- A duelo mortal qualquer dos Dânaos;
- E os de fúlgida greva, de indignados,
- Algum excitarão que a briga aceite.”
- Ela consente. Ao genitor benquisto
- Heleno, este aventando arbítrio e acordo,
- Apresenta-se a Heitor: “Ó tu Priâmeo,
- Como Jove sensato, o aviso queres
- Seguir fraterno? Aquieta Aqueus e Troas:
- A duelar provoca os mais famosos;
- Inda não te é chegada a hora extrema;
- Isto mesmo colhi da boca a numes.”
- Regozijou-se Heitor com tal conselho:
- A haste ao meio pegando, avança, e as hostes
- Retém, sossega. O Atrida os seus refreia.
- N’alta faia de Jove Apolo e Palas,
- De abutres sob a forma, alegres pousam,
- Vigiando os guerreiros que descansam,
- De elmos, broquéis, de lanças eriçados.
- Qual, de Zéfiro à súbita refega,
- Negreja o ponto e freme, as densas turmas
- Acaica e Frígia na campanha ondeiam.
- Eis de permeio Heitor: “Aquivos, Teucros,
- O que encerro no peito ouvi-me atentos.
- Não manteve o Satúrnio os pactos nossos;
- Mil desastres medita e nos reserva,
- Té que ajoelhe a turrígera cidade,
- Ou em destroço as naus vogando fujam.
- Cavaleiros de prol na Grécia há tantos:
- Um de mor brio, em singular certame,
- Se atreva ao divo Heitor, medir-se venha.
- Proponho, e o testemunhe o padre sumo:
- Se do herói caio ao bronze, leve as armas,
- Deixe porém que Ilíacas matronas
- Em piedosa fogueira me consumam;
- Se a cruenta vantagem dá-me Apolo,
- O arnês lhe tirarei, que em Ílio sacra
- Do Longe-vibrador pendure ao templo,
- E rendido seu corpo à instruta armada
- E exéquias feitas, os crinitos sócios
- Do amplo Helesponto às abas o tumulem.
- Em remeira galé do pego bradem:
- — Um valente ali jaz de antigas eras,
- Que arrostando-se a Heitor morreu com honra. —
- E eterno passarei de boca em boca.”
- Entre o pejo e o temor, tudo é silêncio.
- Menelau mesto surge e exprobra e geme:
- “Que! Jactantes Aqueus, antes Aquivas,
- A Heitor nenhum se afouta? Oh negra infâmia!
- Quedos, em água e pó sejais desfeitos,
- Cobardes sem pudor. À liça eu parto;
- Que afinal o vencer do Céu depende.”
- Loução já se arreiava; e ao Teucro braço,
- Que o seu muito mais forte, a luz perdera,
- Se, em pé da Grécia os reis, o irmão potente
- Não lhe aferrasse a destra: “Enlouqueceste?
- Siso, aluno de Jove, a dor sopeia;
- De afrontar ao Priâmeo não capriches
- Terror dos campeões: o próprio Aquiles
- Teme encontrá-lo e ter na glória quebra.
- Entre os sócios te assenta: os Gregos outrem
- Suscitarão. Pugnaz e insaciável
- Seja Heitor, eu presumo que de veras,
- A salvar-se do lance e ardente lide,
- Os joelhos curve e refocile os membros.”
- Da razão convencido e mitigado,
- Os servos seus com júbilo o desarmam.
- Então Nestor: “Que luto invade a Grécia!
- Que ais soltará Peleu, facundo e sábio,
- Équite aos Mirmidões antigo espelho,
- Que alvoraçado em casa me inquiria
- De Aqueus filhos e pais, se ora abatidos
- O saiba todos e de Heitor medrosos!
- Alçando as palmas, rogará que a Dite
- A alma se vá dos órgãos desatada.
- Fosse eu qual era, oh! Jove, Palas, Febo,
- Quando os hastatos Árcades e os Pílios
- Ante o rápido Céladon pugnavam,
- De Feia aos muros, do Jardano às ribas!
- Divo Ereutalion, na frente as armas,
- Tinha de Areito. Areito rei, que as damas
- E os varões Corinete apelidavam,
- Pois, de arco e pique não, de férrea maça
- Hostes batia. Num carreiro, estorvo
- A manejá-la, por traição Licurgo
- De hasta o salteia, ressupino o calca,
- Despe-lhe o arnês, do brônzeo Marte prenda:
- Sempre ao depois o trouxe nas batalhas,
- Té que envelhece e o doa ao companheiro
- Fido Ereutalion. Com tal socorro
- Esse atrevido provocava a todos,
- E todos de encará-lo estremeciam;
- Mas eu, do exército o menor, seguro
- Na força e ardência, me travei com ele:
- De Minerva por graça, obtive os gabos
- De conculcar o aspérrimo gigante,
- Que na arena vastíssimo estendeu-se-me.
- Tivesse o meu vigor e aquela idade,
- Que não me aguardaria o herói Troiano;
- Mas, da Grécia ó fortíssimos guerreiros,
- Nenhum de vós se move a combatê-lo!”
- A repreensão do velho incitou nove:
- O mor cabo se ergueu, Diomedes logo;
- Os robustos Ajax de ardor vestidos;
- Idomeneu e Merion seu pajem,
- Do homicida Eniálio êmulo digno;
- Eurípilo Evemônides preclaro,
- E Toas de Andremon e o grande Ulisses:
- Cada qual ser primeiro ambicionava.
- O Gerênio tornou: “Decida a sorte;
- O que for designado a Grécia o aprove:
- Ele na alma terá do esforço o prêmio,
- A livrar-se da luta e afronta grave.”
- Nisto, um por um, a cédula marcada
- No capacete a lançam de Agamemnon;
- Mãos e olhos para os céus, a turba orava:
- “Padre, caia em Ajax, caia em Tidides,
- Caia a sorte no rei da áurea Micenas.”
- O elmo agita Nestor: sai um que espalha
- Geral contento: a cifra à destra e em roda
- Ia o arauto mostrando, e a recusavam;
- Té que Ajax, que a traçou, de um só relance
- A reconhece, imerso em gozo a toma,
- Larga-a no chão gritando: “É minha, ó sócios,
- Oh! que prazer! de Heitor vitória espero.
- Sus, enquanto me arneso, ao bom Satúrnio
- Convosco deprecai, não o ouçam eles;
- Ou seja em alta voz, ninguém tememos.
- Na pátria Salamina exercitado,
- Força ou perícia alheia não me abala.”
- Fitando o azul convexo, entoam preces;
- E um do povo: “Triunfe o Telamônio,
- Do Ida augusto senhor, máximo e eterno!
- Mas, se amas o Troiano e dele curas,
- Equilibra o valor e a glória de ambos.”
- Arma-se Ajax, de ponto em branco fulge.
- Qual Marte Giganteu marcha entre humanos,
- Por Jove expostos à roaz discórdia
- E guerra atroz; com vulto assim medonho
- Sorrindo o herói, muralha dos Aquivos,
- Alarga os passos, a hasta ingente libra:
- Do aspecto os seus com regozijo fremem;
- Aos Troas frio susto os ossos corre;
- Mesmo de Heitor o coração palpita:
- Mas não pôde evadir-se e entrar na chusma,
- Sendo quem promovera o desafio.
- Vinha Ajax de pavês como érea torre,
- Que em Hila o exímio correeiro Tíquio,
- Seu apaniguado, lhe muniu de sete
- Couros de nédios bois, e em cima de ênea
- Lâmina oitavo o reforçou; com ele
- Dos peitos resguardado, perto e firme
- Troveja: “Agora provarás, Dardânio,
- Quão lesto os Graios príncipes duelam.
- Bem que o rompe-esquadrões Peleio Aquiles,
- Animoso leão, curta a seu bordo
- Ira e despeito contra o sumo Atrida,
- Restam muitos e tais que barba a barba
- Te resistamos. O combate enceta.”
- E o magno Heitor: “Ó maioral divino,
- Grã Telamônio, imbele não me julgues
- Ou menino ou mulher: eu sei batalhas
- E matanças dispor, zombar de ataques;
- Mover sei na direita, sei na esquerda
- O ardente escudo; em prélio sei pedestre
- Do sevo Marte ao som medir meus passos,
- Montar de salto, afoguear as éguas.
- Mas homem tal ferir não quero a furto;
- Aguarda o bote, que oxalá te alcance!”
- E o longo arremessão da enorme adarga
- Seis couros entra, ao sétimo se apega;
- Da lança indômita o reparo extremo,
- Que era oitavo e de bronze, intacto fica.
- Veio o turno de Ajax, cuja hasta horrenda
- Na hostil profunda lúcida rodela,
- Finca-se entre a couraça artificiosa,
- Junto ao vazio a túnica espedaça;
- Heitor se torce e a feia morte ilude.
- Seu pique um do outro saca, investem-se ambos,
- Crus famintos leões ou renitentes,
- Híspidos javalis. No escudo amolga,
- Sem penetrá-lo, a cúspide Priâmea.
- A rodela, num pulo, Ajax perfura,
- Sangra o pescoço ao dono arremetente;
- O cruor mana escuro. Mas não cessa
- O galeato herói: retrocedendo
- No campo agarra válido um penedo
- Áspero e denegrido; o centro abola
- Ao dobrado broquel de tergos sete;
- Circunsoa o metal. Mor pedra erguida,
- Ajax com fúria imensa a expede e roda:
- O molar seixo quebra a Heitor a tarja,
- Que, aos joelhos magoado e a tarja aos peitos,
- Cai de espinhaço; mas levanta-o Febo.
- Já se iam vulnerar de espadas, quando
- Núncios de Jove e dos mortais, o Acaico
- Taltíbio e Ideu Troiano, cautelosos
- Os cetros seus na briga interpuseram.
- E Ideu falou perito nos conselhos:
- “Não mais, diletos filhos: do Tonante
- Ambos amados sois, terríveis ambos,
- Confessamo-lo todos; mas é noite,
- Cumpre à noite ceder.”— E o Telamônio:
- “Ideu, pronto obedeço; Heitor comece,
- Que os Dânaos provocou mais destemidos.”
- Acode o bravo Teucro: “Ajax, dos Gregos
- És lanceiro o mais guapo; o Céu doou-te
- A grandeza, a prudência, a valentia:
- Suspendamos, até que noutro encontro
- A um de nós a fortuna entregue a palma.
- Noite é, ceda-se à noite: às naus Aquivas
- A alegrar volve amigos e consócios;
- Volvo de Príamo à cidade vasta
- A consolar os meus e as pias donas
- De roçagantes vestes, que suplicam
- Por mim no santuário. Mutuemos
- Comemoráveis dons; e os nossos digam:
- — Eles em voraz sanha combateram,
- Mas com sinais de estima se apartaram.”
- Nisto, ofertou-lhe a espada claviargêntea,
- De primor a bainha e fino bálteo;
- Purpúreo cinto recebeu lustroso.
- Aos Aqueus um regressa e o outro aos Frígios;
- Que, em susto há pouco, ao vê-lo exultam salvo
- Do invicto braço, e às portas o acompanham.
- Ovante Ajax, à tenda Agamenônia
- Seus grevados Grajúgenas o escoltam.
- O amplo-reinante ali sacrificava
- Qüinqüene touro ao padre onipotente:
- Esfolam-no, retalham-no, espostejam,
- De espeto as carnes cuidadosos assam.
- Pronto o festim, regalam-se os convivas
- De iguais porções; a Ajax embora desse
- O rei dos reis em honra o dorso inteiro.
- Exausta a fome e a sede, abre a consulta
- O facundo Nestor, cordato sempre:
- “Atridas e mais chefes, confundido
- O atro sangue no límpido Escamandro,
- Muitos crinitos Graios Marte acerbo
- Tem mandado a Plutão; na aurora, tréguas.
- De mus e bois em carroções colhidos,
- Queimem-se os mortos junto à frota; as cinzas,
- De volta à pátria, aos filhos seus rendamos.
- Todos numa fogueira e num sepulcro,
- Das naus e deles em defesa, torres
- Com portões para carros perto alcemos;
- Cave-se em roda um fosso, que proíba
- De équites e peões o ardido assalto.”
- O ancião termina, os príncipes aplaudem.
- Na cidadela, ao pórtico Priâmeo
- Tumultuava trépida assembléia;
- Sábio Antenor discorre: “O que em mim sinto
- Ei-lo, Dardanos, Teucros e aliados.
- Perjúrio é contender contra os Atridas:
- Restitua-se Helena e seus tesouros;
- Senão, vos digo, triste fim teremos.”
- Mal acabava, arrebatado surge
- Páris, da loura bela Argiva esposo:
- “Agravas-me, Antenor; al tu podias
- Excogitar: se falas sério, os deuses
- Roubaram-te o juízo. A minha Helena!
- Ah! não, declaro à face dos Troianos;
- Sim de Argos restituo o espólio todo,
- Mais do meu lhe acrescento.” E foi sentar-se.
- Então Príamo, igual no siso aos numes,
- Ergueu-se: “Ouvi, Dardânios e aliados,
- O que hei no peito. O exército se esparza,
- Depois da ceia, em rondas e atalaias;
- Vá-se Ideu na alvorada à grega frota,
- E anuncie aos Atridas a promessa
- Do autor desta pendência. Em tal ensejo,
- Para os mortos queimarmos tréguas peça;
- E findas, só da guerra o estrondo pare
- Ao dispor a fortuna da vitória.”
- Todos, com mais respeito, lhe obedecem;
- Em ranchos vão cear. N’alva Ideu parte;
- Em parlamento, à popa Agamenônia,
- Achando os Graios servos de Mavorte,
- No meio anunciou com voz canora:
- “Atridas, vós aqueus de fina greva!
- Príamo e outros senhores me ordenaram,
- Grato vos seja! que a promessa exponha
- Do autor desta pendência: os bens que trouxe
- (Ele antes acabara!) em cavos bojos,
- Dar-vos quer todos, e acrescenta muitos;
- Mas, apesar da instância dos Troianos,
- Vos denega a mulher que em virgem teve
- Menelau generoso. E também tréguas
- Pedem, para os cadáveres queimarmos;
- E findas, só da guerra o estrondo pare
- Ao dispor a fortuna da vitória.”
- Silêncio em torno reina, até que o márcio
- Diomedes o quebrou: “Ninguém receba
- Riquezas de Alexandre, ou mesmo Helena:
- A quem não for criança é manifesto
- Que iminente ruína os Teucros urge.”
- A aclamação geral seu dito aprova.
- E Agamemnon a Ideu: “Já tens, arauto,
- A unânime resposta, e eu dela folgo.
- Quanto à queima dos mortos, consentimos;
- Dilatar não se deve a cerimônia
- Jucunda aos manes: este pacto assele
- De Juno o excelso troador marido.”
- E aos imortais aqui seu cetro eleva.
- Dardanos e Troianos congregados
- O núncio aguardam, que, de volta a Ílio,
- A resulta expendeu no ajuntamento.
- Uns a lenhar, a carrear os corpos
- Aprestam-se outros: por igual motivo,
- Das instrutas galés desembarcavam.
- Tanto que o sol, ferindo monte e vale,
- Do manso undoso pélago arraiava,
- Topam-se todos. Cada um seus mortos
- Só distingue ao lavá-los da sangueira,
- E lamentando os metem nas carroças.
- Do grã Príamo aos seus vedado o choro,
- Tácitos os cadáveres cumulam,
- E celebrada a queima, se recolhem.
- Reprimindo igualmente a pena e o pranto
- Combustos numa pira os tristes restos,
- Volvem-se às naus os de elegante greva.
- Antes d’alva, ao crepúsculo, operários
- Um túmulo comum, junto à fogueira,
- Aos finados erigem: muro e torres,
- Das naus e deles em defesa, perto
- Com portões para carros edificam;
- Fosso profundo e largo externo cavam,
- De paliçada em roda guarnecido.
- A arte e perícia dos comantes Gregos,
- Do senhor dos trovões a par, os deuses
- Olham com pasmo. O Enosigeu Netuno:
- “Júpiter, vozeou, quem há no mundo
- Que de ora avante nos consulte e implore?
- Não vês como os Aqueus de ênea loriga,
- Sem preces nem solenes sacrifícios,
- Trincheira e fosso e torreões fabricam?
- Por onde a luz se expande, irá seu brado
- Calar o das muralhas que eu e Apolo
- A Laomedonte a custo levantamos.”
- Carrega-se o Nubícogo enfadado:
- “Poderoso Netuno, hui! que proferes?
- A deidade inferior fique esse medo:
- Por onde a luz se alargue, a tua glória
- Se alargará. Tolera, e assim que os Dânaos
- Do caro ninho em busca se embarcarem,
- Para que de obras tais o rasto apagues,
- Desmorona, submerge, arrasa tudo.
- Cobre e de areia inunda a vasta praia.”
- Cai, nisto, o Sol: do afã cessando, matam
- Nas tendas reses e da ceia cuidam.
- Em baixéis remetera Euneu de Lemnos,
- Prole de Hipsípile e Jason monarca,
- Medidas mil de vinho aos dois Atridas;
- O exército o comprava a bronze, a ferro
- Assacalado, a peles, bois e escravos:
- O festim se adereça. Inteira a noite,
- No campo os Dânaos, na cidade os Frígios,
- Ledos se deleitavam, quando alerta
- Aziago toa o próvido Satúrnio.
- Pálido lavra o susto; o vinho entorna
- Dos copos cada qual, nenhum bebia
- Sem prelibar ao prepotente Jove.
- Deitam-se alfim, no brando sono pegam. * * *