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OdisseiaLivro XXI
LivroXXI

Já da rainha à mente influi Minerva

326 versos · 3 notas do tradutor


  1. Já da rainha à mente influi Minerva
  2. Propor na sala do arco e das secures
  3. A contenda, princípio da carnagem.
  4. A escada monta, pelo ebúrneo cabo
  5. Na mão toma carnuda a chave aênea
  6. Curva e artefata, e vai com boas servas
  7. À superior instância, onde o rei tinha
  8. Muito ouro e cobre e trabalhado ferro;
  9. Pleno acha o letal coldre e o fléxil arco,
  10. Dons hospitais do Eurítides Ífito,
  11. Lacedemônio herói. Com este Ulisses
  12. No palácio topou do bravo Ortíloco,
  13. Indo a Messena, embaixador imberbe,
  14. Do pai e outros antigos deputado,
  15. Longa viagem, reclamar trezentas
  16. Ovelhas e seus guardas, que Messênias
  17. Galés dos campos de Ítaca levaram.
  18. Para seu dano, Ífito ali buscava
  19. Éguas doze perdidas e a seus ubres
  20. Doze pacientes mus: foi quando Ulisses,
  21. Que doou-lhe uma espada e forte pique,
  22. Esse arco teve, que, morrendo Êurito
  23. Em seu palácio transmitira ao filho.
  24. Ah! que nunca um do outro à mesa esteve!
  25. Atalhou-se a amizade, porque Ífito,
  26. Hospedado por Hércules, de Jove
  27. O mais valente e façanhoso garfo,
  28. Este o matou sem pejo dos Supremos,
  29. Ímpia as éguas solípides retendo.
  30. Por memória do amigo, o arco aceito,
  31. Partindo Ulisses, o deixou na pátria.
  32. Vizinha à câmara a mulher egrégia,
  33. Tem-se ao portal de robre, esquadriado
  34. E polido, a que o fabro acomodara
  35. Esplêndidas ombreiras e batentes:
  36. Solto o loro do anel, para o ferrolho
  37. Da armela desprender, enfia a chave;
  38. Com jeito ao revolvê-la, as altas portas,
  39. Qual muge em várzea o touro, abertas rangem.
  40. De sobre estrado, em que pousavam grandes
  41. Caixas de roupa odora, as mãos alçando,
  42. O arco e a funda lustrosa despendura;
  43. Sentando-se, o coloca aos seus joelhos,
  44. E lamenta e pranteia, ao destojá-lo.
  45. Torna, enxutas as lágrimas, à sala,
  46. Setas fatais e o arco sustentando;
  47. Uma canastra escravas lhe carregam
  48. Do cobre e ferro do certame régio.
  49. Entre fâmulas duas, à soleira
  50. Pára, e abatendo o fino véu perora:
  51. “Vós que, à pretexto de esposar-me, ausente
  52. Meu marido, estragais toda esta casa,
  53. Ouvi-me. O arco eis aqui do nobre Ulisses,
  54. E eu proponho um certame: quem mais fácil
  55. O atese e freche atravessando os olhos
  56. Das machadinhas doze, hei de segui-lo
  57. Da conjugal estância, farta e bela,
  58. Da qual me lembrarei té nos meus sonhos.”
  59. O arco e acerado ferro então lhes manda
  60. Pelo fiel choroso Eumeu. Filétio,
  61. Ao ver o arco do rei, suspira e geme.
  62. Antino os apodou: “Rústicos parvos,
  63. Que só cuidais no de hoje, ah! miseráveis,
  64. Enterneceis com lágrimas aquela
  65. Que, perdido o consorte, em mágoas vive?
  66. Comei calados, ou carpi de fora;
  67. Deixai-nos o arco da custosa empresa:
  68. Há quem fácil o curve e se equipare
  69. A tão completo herói? Pequeno eu era,
  70. E de Ulisses divino estou lembrado.”
  71. Assim falou; mas no ânimo contava
  72. O arco tender e traspassar os ferros,
  73. Ele que provará primeiro a frecha
  74. Do rei sem tacha, a quem no mesmo alvergue
  75. Tinha afrontado, os sócios concitando.
  76. Forte exclama Telêmaco: “Hui! por certo
  77. Jove desjuizou-me: em que prudente,
  78. Minha dileta mãe diz que por outrem
  79. Larga esta casa, eu rio e insano folgo!
  80. Procos, eia, ao certame: em Graias terras
  81. Mulher, vós o sabeis, não há como ela,
  82. Em Pilos santa, em Argos, em Micenas,
  83. Nem mesmo em Ítaca ou no Epiro negro:
  84. Para que pois levá-la? Decidamos,
  85. Sem mais tergiversar, tente-se a prova.
  86. Também o ensaiarei: se o arco ateso
  87. E as secures enfio, a mim dolente
  88. Não me há de abandonar a augusta madre,
  89. Caso ao paterno jogo eu leve a palma.”
  90. Direito surge, e o manto purpurino
  91. Depõe dos ombros e a cortante espada.
  92. Abre a cada secure funda cova,
  93. Certo as alinha, em torno calca a terra:
  94. Que o faça admiram, sem que nunca o visse.
  95. Da soleira, o arco tenta, ávido e firme;
  96. Três vezes falha. Espera inda animoso
  97. Tender o nervo e atravessar o ferro;
  98. E ao quarto esforço o gosto conseguira,
  99. Se Ulisses não lhe acena, e então se teve.
  100. “Oh! céus, brada, ou serei débil guerreiro,
  101. Ou moço inda não posso braço a braço
  102. A ofensa repelir. Vós mais pujantes,
  103. Exp’rimentai; findemos a contenda.”
  104. E o arco pousa e encosta aos alizares,
  105. Do arco ao remate belo a seta apoia,
  106. E ao posto volve. — Logo Antino: “Em cerco
  107. Pela destra comece e donde o vinho
  108. Se distribui.” O dito aprovam todos.
  109. Ergueu-se o vate Enópides Liodes,
  110. Junto à cratera assídua sentinela
  111. Censor dos sócios, à injustiça avesso.
  112. Ao limiar, pegando o arco e as setas,
  113. Malogra o esforço; as tenras mãos doridas
  114. Pouco atreitas molesta: “Eu cesso, amigos;
  115. Outrem cometa a empresa. Este arco a muitos
  116. Estrenuos privará de alento e alma;
  117. E antes morte que vida, a quem frustou-se
  118. Longa esperança. Aquele que inda fia
  119. E pensa haver de Ulisses a consorte,
  120. Verá presto que deve outras Aquivas
  121. Requestar e dotar: com esta case
  122. Quem mais lhe oferte e a sorte lhe destine.”
  123. Também pousa arco e seta, e vai sentar-se.
  124. Brame Antino em furor: “Que dito acerbo
  125. Desses beiços, Liodes, proferiste?
  126. O arco anuncias, por que em vão lidaste,
  127. A muitos privará de alento e alma?
  128. Não gerou-te a mãe tua para archeiro;
  129. Mas outros pulsos poderão dobrá-lo.”
  130. E ao cabreiro virou-se: “Fogo acende,
  131. Grande escano lhe achega bem forrado;
  132. Lá dentro há unto e um disco dele traze:
  133. Aqueçamo-lo e o arco amaciemos,
  134. Para em breve o certame concluirmos.”
  135. Melântio o fogo acende, o escano achega;
  136. O unto, que não falece, ao lume aquentam:
  137. O arco a vergar seus braços não bastaram.
  138. Abstêm-se Antino e Eurímaco deiforme,
  139. Que facilmente aos outros superavam.
  140. O vaqueiro e o porqueiro ambos saíram
  141. E inda após eles, fora e já no pátio,
  142. Lhes falou com doçura o divo Ulisses:
  143. “Filétio e Eumeu, calar quiçá me cumpra,
  144. E descobrir-me o coração me pede.
  145. Se um deus súbito Ulisses vos mostrasse,
  146. Deles serieis vós ou desses procos?
  147. Da alma explicai-mo.” — Exclama-lhe o vaqueiro:
  148. “Jove, a meu voto anui! um deus o traga!
  149. Velho, meu brio e ardor conheceria.”
  150. E Eumeu também depreca ao sacro Olimpo
  151. Que volte o rei prudente aos seus penates.
  152. Deles seguro, brada: “Eis-me, entre angústias
  153. Chego ao vigésimo ano. Reconheço
  154. O vosso amor e fé: dos servos todos
  155. Sois quem me desejais com zelo e afinco.
  156. Agora me atendei: se me dá Jove
  157. Os intrusos domar, consortes, prédios,
  158. Casas tereis ao pé da minha própria;
  159. Sócios e irmãos sejais do meu Telêmaco.
  160. Não há dúvida alguma: eis dos colmilhos
  161. Do javardo o sinal, quando ao Parnaso
  162. Os de Autólico filhos me guiaram.”
  163. Da cicatriz então separa os trapos:
  164. Certificados, o senhor abraçam
  165. E beijam-lhe a chorar a testa e os olhos;
  166. O mesmo Ulisses faz. Durara o pranto
  167. Ao posto Sol, se o cauto o não vedasse:
  168. “Basta, alguém ver-nos pode. Vou primeiro,
  169. E entrai, com intervalo, um após outro.
  170. Se eles do arco pegar me proibirem,
  171. Traze-mo com a aljava, Eumeu divino,
  172. Através da ampla sala; as servas manda
  173. Aferrolhar as portas; nem que sintam
  174. Estrondo e ais, de seu lavor se bulam.
  175. Os cancelos do pátio, ó bom vaqueiro,
  176. A chaves tranca e fortemente amarra.”
  177. Disse, e dentro sentou-se no seu posto;
  178. Seguem-no a tempo os dous fiéis criados.
  179. O arco Eurímaco ao lume aquenta e vira,
  180. Mas nem sequer o verga; no orgulhoso
  181. Peito suspira, e suspirando fala:
  182. “Ai de mim e dos mais! Bem que as deseje,
  183. Não choro as núpcias, que Ítaca e outras ilhas
  184. Têm muitas belas; choro a clara prova
  185. De superar-nos tanto o grande Ulisses:
  186. Oh! futuro desdouro!” — A quem Antino:
  187. “Tal não será, Eurímaco; reflete:
  188. Hoje a festa celebra-se de Apolo,
  189. Quem arco dobrará? depô-lo cumpre,
  190. Inda que em pé deixemos as secures,
  191. Pois ninguém penso as tirará da sala.
  192. Eia, escanção, de novo os copos vaza;
  193. Larguemos nós libando, o arco e as setas
  194. Traga cedo Melântio nédias cabras;
  195. Ao Longe-vibrador queimando as coxas,
  196. A contenda amanhã terminaremos.”
  197. Aplaudem-no. Água às mãos arautos vertem;
  198. As crateras coroando, em roda os moços
  199. O vinho distribuem. Já perfeitas
  200. As libações, manhoso o herói discursa:
  201. “Franco, dignos rivais, serei convosco;
  202. A Eurímaco mormente me dirijo,
  203. E ao régio Antino, que opinou cordato:
  204. O arco repouse e confiai nos deuses;
  205. A quem quer amanhã dê Febo a glória.
  206. Mas emprestai-mo, a ver se as forças tenho
  207. Que outrora os membros fléxeis me animavam,
  208. Ou se o mar e a desgraça as confrangiram.”
  209. Indignaram-se os príncipes, temendo
  210. Que ele o arco dobrasse, e Antino estoura:
  211. “Mísero! endoudeceste. Pouco julgas
  212. Farto comer tranqüilo à nossa mesa,
  213. Ouvir-nos praticar, vantagens que outro
  214. Vagamundo ou mendigo nunca obteve?
  215. Vinho ardente e melífluo te perturba,
  216. Como a quem nele imódico se encharca.
  217. O vinho a Eurítion, Centauro insigne,
  218. De Pirítoo magnânimo nos paços.
  219. Inflamou contra os Lápitas; a injúrias
  220. Embriagado se moveu tamanhas,
  221. Que os heróis do vestíbulo o expulsaram,
  222. Cerceando-lhe as ventas e as orelhas.
  223. De alma chegada e leso, errando insano,
  224. Aos Lápitas urdiu cruenta guerra,
  225. E o vinho d’antemão lhe foi desastre.
  226. Mal do vinho haverás, se o arco vergas.
  227. Tu advogado algum não tens no povo;
  228. Irás a Équeto rei, flagelo de homens,
  229. Em negra nau, sem que dali te salves.
  230. Bebe em sossego, e a jovens não te afoutes.”
  231. A rainha o impugnou: “É torpe e injusto
  232. Que de meu filho o hóspede molestes,
  233. Ou quem se abrigue, Antino, em minha casa.
  234. Supões que ele, se em forças estribado,
  235. O rijo arco de Ulisses estendesse,
  236. Levar-me-ia consigo por esposa?
  237. Nem sonha o pobre em tal, nem vos contriste
  238. Nos festins semelhante pensamento.”
  239. Respondeu-lhe o de Pólibo: “Rainha,
  240. Crermos que ele te espose indigno fôra.
  241. Teme-se a língua de homens e mulheres;
  242. Talvez diga o mais vil: — O amor cobiçam
  243. Da mulher de um valente os que o seu arco
  244. Não puderam dobrar, quando erradio
  245. Pedinte o fez, atravessando os ferros.
  246. Tais motetes opróbrio nos seriam.”
  247. “Eurímaco, Penélope retorque:
  248. Respeita acaso o povo os que desonram
  249. E os bens estragam de um varão sublime?
  250. Sois vós que há muito vos manchais. Fornido
  251. E apessoado, o velho se gloria
  252. De um sangue ilustre: o arco lhe dai; vejamos.
  253. Se Febo o ajuda, manto lhe asseguro
  254. Belo e túnica rica, aos pés sandálias,
  255. Dardo e anticípite espada que o defendam,
  256. E o mandarei para onde for seu gosto.”
  257. Sábio Telêmaco. “A nenhum dos chefes
  258. De Ítaca branca, ou de ilhas que vizinham
  259. Com a Élide em cavalos abundante,
  260. Mais do que a mim, querida mãe, compete
  261. O arco negar ou dar; nem há quem obste,
  262. Se eu quiser a este hóspede ofertá-lo.
  263. Vai curar do lavor, da roca e teia,
  264. E assiste às servas: o arco aos homens toca,
  265. Mormente a mim, que neste paço mando.”
  266. Retira-se a rainha, e pasma e guarda
  267. O maduro discurso de seu filho.
  268. Sobe com suas fâmulas, chorosa
  269. Pelo marido caro, até que Palas
  270. Sono doce nas pálpebras lhe entorna.
  271. O arco o divo porqueiro ia levando;
  272. Mas rumor cresce imenso, e um deles brame
  273. “Onde, abjeto porqueiro, esse arco levas?
  274. A proteger-nos Febo e os outros numes,
  275. Breve hão de nas pocilgas devorar-te
  276. Cães nutridos por ti, sem que te acudam.”
  277. A arma depôs Eumeu todo assustado;
  278. Minaz também Telêmaco bradou-lhe:
  279. “Avante, avante, a chusma não te embargue
  280. Ou, posto que menor, eu te hei-de a pedras
  281. Ao campo repelir, que sou mais forte.
  282. Assim tanto excedesse aos pretendentes,
  283. Que destes paços os tivera expulso,
  284. Onde exercem flagícios e torpezas.”
  285. Ei-los a rir a cólera esqueceram.
  286. O arco o fiel pastor, por entre a sala,
  287. Entrega a Ulisses, e à nutriz adverte:
  288. “As servas manda, o príncipe te ordena,
  289. Aferrolhar as portas; nem que sintam
  290. Estrondo e ais, do seu lavor se bulam.”
  291. Executa Euricléia à risca e pronta.
  292. Mudo Filétio furta-se; os cancelos
  293. Do pátio fecha, e os liga de biblino
  294. Cabo naval, que ao pórtico jazia,
  295. E os olhos no senho, torna a seu posto.
  296. O arco o herói tenteia, e vira e indaga
  297. Se de vermes roído estava o corno.
  298. Um disse: “Admirador é certamente,
  299. Será de arcos ladrão; possui em casa
  300. Muitos iguais, ou fabricá-los busca:
  301. Destramente o meneia o vagabundo!”
  302. Outro ajunta: “Bem haja, como agora
  303. Tem de o vergar.” Zombando galrejavam.
  304. Solerte enfim Ulisses o examina:
  305. Qual estende perito citaredo
  306. Com nova chave do alaúde as cordas,
  307. As torsas adaptando ouvinas tripas,
  308. Fácil o atesa, a destra o nervo estira,
  309. Que soou como chilro de andorinha.
  310. De cor os procos doloridos mudam;
  311. Forte Jove troveja, e o divo Ulisses
  312. Folga ao sinal: da mesa pega a nua
  313. Leve seta, na aljava as outras sendo
  314. Que hão de os Aqueus experimentar; sentado,
  315. Embebe-a no arco, puxa o nervo e as barbas;
  316. Da mira não desvaira a brônzea frecha,
  317. Das secures zunindo os furos passa.
  318. Ao filho clama: “O hóspede que abrigas
  319. Não te desonra; o tiro foi certeiro
  320. O arco tendi sem lida: hei sãs as forças,
  321. Cessem do vitupério estes senhores.
  322. Hora é de preparar com dia e ceia;
  323. Orne a lira o banquete, o canto o alegre.”
  324. As sobrancelhas move: aguda espada
  325. Eis Telêmaco cinge, empunha a lança;
  326. Do pai senta-se ao pé, de bronze armado.

Nota a nota · 3 notas

v. 83Nem mesmo em Ítaca ou no Epiro negro:
O autor chama negro o Epiro; e eu conservo o adjetivo, sem poder contudo acertar com a razão. Uns dizem que negro se refere à cor do terreno, e equivale a fecundo; pensam outros que, passando os Epirotas por ásperos e rudes entre os antigos, toma-se aqui negro por tosco ou por quase bárbaro; alguns afirmam que o Epiro, visto de longe, por exemplo de Corfu, apresenta uma cor sobremodo escura. Não sei escolher.
↩ voltar ao verso 83
v. 123Também pousa arco e seta, e vai sentar-se.
Resumi esta passagem, por ser a repetição dos versos 104-106 deste mesmo livro; e o advérbio também declara suficientemente que Liodes fez o mesmo que fizera Telêmaco.
↩ voltar ao verso 123
v. 293–307Do pátio fecha, e os liga de biblino ⋯ As torsas adaptando ouvinas tripas,
O cabo era biblino ou de biblos, certa espécie de papiros; assemelhava-se ao que hoje tem o nome de cairo, que é a corda ou calabre da casca externa do coco. — Daqui se vê quão antigas são as cordas de tripa de carneiro para os instrumentos músicos.
↩ voltar à passagem, v. 293
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