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OdisseiaLivro VII
LivroVII

Ora o sofrido herói; marcha a carroça

270 versos · 6 notas do tradutor


  1. Ora o sofrido herói; marcha a carroça,
  2. Pára Nausica ao pórtico soberbo:
  3. Os irmãos seus deiformes, que a rodeiam,
  4. Os mus disjungem, dentro a carga levam.
  5. Ela à câmara sobe: o fogo acende
  6. E a ceia lhe concerta Eurimedusa,
  7. Do Epiro transportada em naus remeiras,
  8. Pelo povo escolhida em recompensa
  9. Para o potente Alcino, dos Feaces
  10. Como um deus adorado; a qual na régia
  11. Nutriz foi da donzela, e é camareira.
  12. Ergue-se Ulisses, e a propícia déia
  13. O embuça em névoa grossa, que insultá-lo
  14. E ofender ninguém possa, nem detê-lo
  15. Ou quem seja inquirir; mas, da risonha
  16. Cidade ao começar, vem Palas como
  17. Rapariga de cântaro à cabeça,
  18. E o Laércio a interroga: “Filha, queres
  19. Conduzir-me de Alcino aos reais paços?
  20. Estrangeiro e infeliz, de longe arribo;
  21. Nem do lugar um morador conheço.”
  22. “Sim, respeitável hóspede, responde;
  23. Meu bom pai fica perto. Abro o caminho;
  24. Tu cala-te, que a turba hostil e acerba
  25. Não sofre nem festeja os forasteiros.
  26. Tal gente, ousada nas talhantes quilhas,
  27. Os mares trana, pois lhas deu Satúrnio
  28. Velozes qual a pluma e o pensamento.”
  29. Ela avança, ele a segue. À chusma oculto
  30. Marítima perpassa, que Minerva
  31. Lhe difundia divinal caligem:
  32. Os portos vai mirando e as alterosas
  33. Naus e o foro e as muralhas estupendas
  34. Com valos guarnecidas. Mas, vizinhos
  35. Ao paço, adverte a guia olhicerúlea:
  36. “Dentro, hóspede e senhor, de Jove alunos
  37. À mesa encontrarás. Anda e não temas;
  38. O audaz e franco, donde quer que chegue,
  39. Vence embaraços. A rainha busques,
  40. A quem de Areta cabe o grato nome,
  41. E é da real prosápia do marido.
  42. Eurimédon feríssimos gigantes
  43. Altivo dominava, e o duro povo
  44. Com ele pereceu; de Peribéia,
  45. Menor filha e a mais guapa, houve Netuno
  46. O bravo Nausítoo, aqui reinante,
  47. O qual foi pai de Rexenor e Alcino;
  48. A Rexenor matando o Arcitenente,
  49. Ele deixou, casado era de fresco,
  50. Não masculina prole, única Areta;
  51. Com Areta esposou-se o tio Alcino.
  52. Mais honrada não há matrona alguma
  53. Dos caros filhos, do consorte mesmo;
  54. Quando passeia, divindade a julgam
  55. E de seus lábios as palavras colhem;
  56. Boa e inspirada, os cidadãos congraça.
  57. Rever esperes, se te for benigna,
  58. Os amigos e a pátria e a celsa casa.”
  59. Pelo ponto infrugífero, eis Minerva
  60. Da Esquéria amena parte, e se dirige
  61. A Maratona e Atenas de amplas ruas,
  62. De Erecteu sobe o alcáçar. Ao de Alcino,
  63. Sem que o límen transponha, tem-se Ulisses
  64. A cogitar. Magnífico palácio
  65. Como o Sol fulge e a Lua: éreas paredes
  66. Firmam-se em torno, da soleira adentro,
  67. Com seus frisos de esmalte, áureas as portas,
  68. Argênteos os portais ao brônzeo ingresso,
  69. Argênteas vergas, a cornija de ouro;
  70. De ouro e de prata uns cães, de lado a lado,
  71. Com alma e coração, Vulcânio invento,
  72. São de Alcino os custódios vigilantes,
  73. Imortais e à velhice não sujeitos;
  74. Para o interior há tronos desde a entrada,
  75. Com finos véus de mãos femíneas obra,
  76. Onde em redor assentam-se os magnatas
  77. A comer e beber, durante o ano;
  78. Com primor fabricados, junto às aras
  79. Mancebo de ouro estão, de acesos fachos
  80. A alumiar de noite os conviventes.
  81. Servem cinqüenta moças: quais, em pedra
  82. Flavo trigo a moer; quais, aos teares;
  83. Quais, a virar num rodopio os fusos,
  84. Como do álamo as folhas buliçosas.
  85. Untado e bem tecido o linho estila:
  86. Tanto os Feaces navegando excelem,
  87. Quanto as mulheres têm, mercê de Palas,
  88. Para a teia e o lavor engenho e arte.
  89. Não distante, há vergel de quatro jeiras,
  90. Onde florentes árvores viçosas,
  91. De inverno e de verão, perene brotam;
  92. Zéfiro meigo lhes sazona os frutos,
  93. Um pula, outro arregoa, outro envelhece.
  94. Nova sucede à pêra já madura;
  95. À escachada romã sucede nova;
  96. Esta oliva é de vez, rebenta aquela;
  97. Junto à maçã vermelha a verde cresce;
  98. Figo após figo, mela, uva após uva.
  99. Medra abundante vinha: em área cachos
  100. Estão secando ao Sol, quais se vindimam,
  101. Quais pisam-se em lagar; doces roxeiam,
  102. Ou no desflorescer acerbos travam.
  103. O arruado pomar fenece em horta,
  104. De verduras mimosa em toda quadra.
  105. Pelo inteiro jardim corre uma fonte;
  106. Jorra ao pátio a maior ante o palácio,
  107. Donde bebe a cidade. Eis quanto os numes
  108. Ao nobre Alcino em casa prodigaram.
  109. Ulisses mira e pasma, e na caligem
  110. Paládia envolta, a limiar transpondo,
  111. Acha-os libando a Hermes negocioso,
  112. Brinde final dos que do leito curam;
  113. E mal, vizinho ao rei, da augusta esposa
  114. Às plantas cai, a nuvem se dissipa.
  115. Todos o encaram mudos, e ele exclama:
  116. “Filha de Rexenor, divina Areta,
  117. Mísero eu te suplico e a teu marido
  118. E aos mais senhores: oxalá que extensa
  119. Vida obtenhais e transmitir à prole
  120. Bens e fortunas que vos der o povo!
  121. Breve porém mandai-me à pátria minha;
  122. Fora dos meus padeço há largos anos.”
  123. Nisto, ao fogão sentou-se no cinzeiro.
  124. O silêncio reinava, até rompê-lo
  125. Equeneu venerando, o mais idoso
  126. Dos Feaces heróis, mais eloqüente,
  127. Mais douto no passado, e orou sisudo:
  128. “O hóspede, Alcino, ali jazer na cinza
  129. É pouco honesto; o aceno os mais te aguardam
  130. Em sede claviargêntea, eia, o coloques;
  131. Vinho manda infundir, para ao Fulmíneo,
  132. Que assiste a honrados hóspedes, libarmos;
  133. Já, ministrei-lhe ceia, a despenseira.”
  134. E o rei pega do sábio, em trono o assenta
  135. Resplendido, que próximo ocupava
  136. O forte e amado filho seu Laodamas.
  137. Serva em bacia argêntea às mãos verte água
  138. De áureo gomil, desdobra e espana a mesa;
  139. Pão traz modesta ecônoma e iguarias
  140. Novas, que às encetadas acrescenta.
  141. Come Ulisses e bebe, e o rei com força:
  142. “Mistura, tu Pontono, e da cratera
  143. O vinho distribui, para ao Fulmíneo,
  144. Que assiste a honrados hóspedes, libarmos.”
  145. O arauto o brando vinho que mistura.
  146. Em copos vaza e o distribui aos chefes.
  147. Depois Alcino: “Egrégios conselheiros,
  148. Ide saciados repousar, vos digo.
  149. Os antigos do povo amanhã venham;
  150. Em festejo hospital ofereçamos
  151. Completo sacrifício às divindades;
  152. Em seguida curemos de que alegre
  153. Ele, por mais remota, à pátria aborde,
  154. Sem moléstia nem danos; acautelemos
  155. Qualquer mal no caminho. Já na terra,
  156. Sofra as penas que as Parcas lhe fiaram
  157. Desde o materno ventre. E a ser do Olimpo
  158. Habitador, mistério aqui se encobre:
  159. Deuses muito há que a nós se manifestam;
  160. Conosco, nas solenes hecatombes,
  161. Demoram-se ao banquete; e se um Feace
  162. Os depara viandante, não se escondem,
  163. Pois neles entrocamos, como as tribos
  164. De Ciclopes cruéis, gigantes rudes.”
  165. “Alcino, o herói tornou, perde essa idéia:
  166. Aos celícolas tu não me confrontes
  167. Em índole e presença; humano e frágil,
  168. Ao mais triste mortal sou comparável,
  169. Nem te posso explanar quanto infortúnio
  170. Tem sobre mim os deuses carregado.
  171. Mas, da mágoa apesar, deixa que eu ceie;
  172. O estômago importuno se aguilhoa,
  173. No meio da aflição me pica e lembra
  174. O comer e o beber, dá trégua às penas.
  175. N’alva expedi-me: ao ver, pós tantas lidas,
  176. Minha terra e família e doces lares,
  177. Acabe-se esta luz ali comigo.”
  178. Aplaudem-no os Feaces, confiando
  179. Que o disserto orador o intento logre,
  180. E trás farto libar foram-se ao leito.
  181. O herói fica-se e Areta e o rei divino,
  182. E as servas a baixela entanto arrumam.
  183. Logo Areta, que as obras reconhece
  184. Dela e da gente sua: “A interrogar-te
  185. Primeira, hóspede, sou. Quem és e donde?
  186. Como houveste essa túnica e esse manto?
  187. Não dizes tu que náufrago abordaste?”
  188. “Narrar-te já, responde, quantos males,
  189. Senhora, o Céu vibrou-me, é mui difícil;
  190. Mas ao que me perguntas satisfaço.
  191. De humanos e mortais mora apartada,
  192. Na Ogígia ilha do alto mar, Calipso,
  193. De Atlante gérmen, de encrespada coma,
  194. Ardilosa e tremenda; ali mau gênio
  195. Lançou-me só, desfeito havendo Jove
  196. A raio a embarcação no escuro abismo,
  197. Onde os meus nautas soçobraram todos.
  198. Por nove dias, aferrado à quilha,
  199. De vaga em vaga, ao décimo de noite
  200. A praia toco. A ninfa carinhosa
  201. Me tratou, me nutriu, velhice e morte
  202. Quis tolher-me, e abalar-me nunca pôde.
  203. Firme reguei de choro as dadas roupas
  204. Incorruptíveis; mas, de Jove ao mando
  205. Ou volúvel, no curso do ano oitavo
  206. A partir me exortou numa jangada,
  207. Pão forneceu-me e vinho e odoras vestes,
  208. Favônias a invocar-me auras suaves.
  209. Aos oito sóis de undívaga derrota,
  210. Vossa alta umbrosa terra apareceu-me,
  211. E no peito exultei. Mas ai! Netuno,
  212. Insensível ao pranto, em furor sempre,
  213. Com vastas brenhas de surdir me impede,
  214. E a barca um vagalhão me desconjunta.
  215. As ondas meço a braço, té que à ilha
  216. Sanhudas nuns penedos me remessam
  217. Inacessíveis. Novamente nado,
  218. A foz emboco enfim de um rio ameno,
  219. Tuto e limpo de escolhos e abrigado;
  220. Em salvo, ânimo cobro. A tarde assoma,
  221. Deixo o rio Dial; em selva opaca,
  222. Inda que atribulado, acamo folhas,
  223. E um deus noite e manhã me embebe em sono.
  224. Ao declinar do Sol, acordo e avisto
  225. A filha tua às imortais parelha,
  226. N’alva praia, entre as fâmulas brincando;
  227. Suplico, admiro o tento que, ó rainha,
  228. Esperar não puderas dos seus anos
  229. De imprudência e loucura: fez banhar-me,
  230. De vestidos proveu-me e de alimento.
  231. Nesta angústia, senhora, eis a verdade.”
  232. “Hóspede, acode Alcino, a filha minha
  233. Ao decoro faltou, que ao nosso alvergue
  234. De antemão suplicada, lhe cumpria
  235. Na comitiva sua conduzir-te.”
  236. O manhoso atalhou: “Tu não censures
  237. A inocente princesa; ela mandou-me
  238. Acompanhar as servas, e eu neguei-me.
  239. Temi quiçá, que ao vê-lo te irritasses:
  240. À suspeita é propensa a espécie humana.”
  241. “Temerário não sou, replica Alcino,
  242. Ou pronto em me irritar; o honesto e justo,
  243. Hóspede, em mim domina. Oh! queira o Padre,
  244. Minerva e Apolo, tal qual és, de acordo
  245. Com meu sentir, que genro meu te fiques!
  246. Dôo-te casa e bens. Mas por violência
  247. Ninguém te reterá: condena-o Jove.
  248. Dorme em sossego, disporei seguro
  249. Teu regresso amanhã: durante as calmas
  250. Os nautas remarão, se além de Eubéia
  251. Mesma o desejes, ilha a mais remota,
  252. Segundo os que de Télus navegaram
  253. Ao filho Tício o flavo Radamanto;
  254. Porém num dia aqui se recolheram.
  255. Conhecerás que chusma e naus possuo
  256. Para à voga arrancada o mar fenderem.”
  257. Folga e depreca Ulisses: “Padre excelso!
  258. Cumpra Alcino a promessa; a glória sua
  259. Encha a terra fecunda, e eu veja a minha.”
  260. Inda assim praticavam, quando Areta
  261. Albinitente ao pórtico uma cama
  262. Estender manda, com purpúreas colchas,
  263. Com tapetes, e espessos cobertores;
  264. Vão de facho na mão fazê-la as servas,
  265. E o paciente herói depois avisam:
  266. “Hóspede, vem dormir, que é pronta a cama.”
  267. Ulisses com prazer no recortado
  268. Catre ao sonoro pórtico se estira.
  269. Foi dentro Alcino se gozar do sono,
  270. Com sua esposa o leito compartindo.

Nota a nota · 6 notas

v. 13–15O embuça em névoa grossa, que insultá-lo
Imitou Virgílio esta passagem no I da Eneida. Pope, Rochefort e outros, bem entendido, acham Homero muito superior. A honra da invenção cabe certamente ao Grego; mas, no executar e no escolher a situação, tenho que o Latino é pelo menos igual. Minerva cobre de uma nuvem a Ulisses para o salvar dos insolentes marujos de Esquéria; Vênus cobre de uma nuvem Enéias para sem perigo atravessar Cartago, onde, por confissão de Dido a Ilioneu, ela mesma deixa o povo ser áspero com os estrangeiros: por mais que Minerva amasse a Ulisses, não o amava tanto como Vênus a Enéias, que era seu filho; e a cautela da mãe, que opinam ser inútil, é plenamente justificada. A melhoria que alguns deparam sempre em Homero, é paixão de tradutores: eu, que o sou de ambos os poetas, não tenho o amor próprio empenhado por um deles. Muito realça a imitação o estar ouvindo Enéias do encerro nebuloso os gabos que os Troianos lhe prodigalizavam: que situação! E quanto não é dramático o desfazer-se a nuvem no momento em que Dido se propunha mandá-lo procurar! Preferir sempre Homero a Virgílio, presta ao crítico um ar de sapiência e recôndita erudição, e apascenta a vaidade de poder penetrar os mistérios de uma língua menos conhecida.
↩ voltar à passagem, v. 13
v. 40A quem de Areta cabe o grato nome,
Assentava bem o nome na virtuosa Areta, ou porque signifique desejada, ou porque são como areté, que significa virtude.
↩ voltar ao verso 40
v. 70–85De ouro e de prata uns cães, de lado a lado, ⋯ Untado e bem tecido o linho estila:
Os cães do portão de Alcino, segundo Homero, bem que de ouro, tinham voz e inteligência; mas por timidez, alguns acrescentam em sua tradução um antipoético parecem. Era isso uma das maravilhas de Vulcano; maravilha igual à das trípodes que iam por seus pés ao congresso dos deuses, e à das moças também de ouro que andavam com o mestre, como se lê no livro XVIII da Ilíada. — Fala-se em moer os grãos: pensa-se que isto é cousa do tempo de Homero emprestada ao dos seus heróis; ou que a moedura era imperfeita, sendo o grão apenas quebrado na pedra, frangere saxo, como diz Virgílio; ou então que os Feaces, povo navegador, possuíam maior indústria que os sócios de Enéias, que eram de Tróia, menos civilizada. — O verso correspondente ao meu 85 não diz que as teias eram luzidias como azeite, à maneira de Pindemonte; nem tão bem tecidas que o azeite as não penetrava, segundo a Clavis Homerica: acertou M. Giguet em dizer que as teias destilavam óleo. Cá em Pisa, onde escrevo esta nota, uma camponesa grande fiandeira ensinou-me que, ao tecer, untava-se o linho com unto para o tornar menos seco e de trabalhar melhor: Homero nos memora um costume antigo, ainda hoje conservado.
↩ voltar à passagem, v. 70
v. 96–98Esta oliva é de vez, rebenta aquela;
Fruta de vez é a que, não bem madura, contudo já pode ser colhida: esta locução comum falta nos dicionários; e também falta o verbo melar, que significa escorrer a fruta o seu suco, e aos figos aplica-se freqüentemente. — Alguns põem laranjas no pomar de Alcino; mas nada vejo no texto que os justifique: as palavras méleai áglaokarpoi querem dizer macieiras que dão boa fruta, e não laranjeiras. A exatidão é de interesse histórico.
↩ voltar à passagem, v. 96
v. 177Acabe-se esta luz ali comigo.”
Folguei de poder aqui servir-me de um dos melhores versos do patriota Camões.
↩ voltar ao verso 177
v. 224–270Ao declinar do Sol, acordo e avisto ⋯ Com sua esposa o leito compartindo.
Digo declinar e não cair o Sol, como dizem alguns; porque, se ele já estivesse no ocaso, Ulisses não tivera tempo de ver as moças a jogar, de lhes falar e suplicar, de banhar-se no rio, ungir-se e vestir-se, de comer e beber, antes que Nausica partisse para a cidade. — No verso 245, vê-se que Alcino ofereceu a filha extemporaneamente: por mais que se esforcem os críticos em desculpar o poeta, confesso que não gosto do oferecimento. — Homero não afirma que a Eubéia é a mais longínqua das terras, como afirmam não poucas versões; apenas a denomina a ilha mais afastada da Esquéria, e o que se segue mais comprova esta opinião. — Quanto ao último verso, tenho como razoável o que diz Rochefort, contra o parecer de muitos, isto é, que dormia Areta, não ao pé, sim no mesmo leito do marido.
↩ voltar à passagem, v. 224
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