O Sol, do pulcro lago ressurgindo
392 versos · 4 notas do tradutor
- O Sol, do pulcro lago ressurgindo,
- Em céu de bronze alumiava os deuses
- E n’alma terra os homens, no abordarem
- A celsa Pilos de Neleu fundada,
- Em cuja praia ao criniazul Netuno
- Touros em tudo negros imolavam:
- Eram bancadas nove e de quinhentos,
- Bois nove a cada grupo. Ao nume as coxas,
- Consumidas as vísceras, ardiam,
- Quando, ferrado o pano, em terras saltam.
- Guia e instrui a Telêmaco Minerva:
- “Não mais te acanhes, pois rasgaste os mares,
- A inquirir onde vive ou jaz Ulisses.
- Presto, a Nestor doma-corcéis; vejamos
- O que há na mente, rogá-lhe a verdade;
- Nem ele mentirá, sisudo e probo”.
- “Como hei de, respondeu-lhe, apresentar-me?
- Como saudá-lo? Sou, Mentor, noviço
- Em discorrer com tento, e me envergonho
- De interrogar um velho”. — E a de olhos zarcos:
- “Telêmaco, tua alma há de inspirar-te,
- E um nume sugerir-te; eu não te julgo
- Nado e nutrido sem favor celeste.
- Então se apressa, e o príncipe atrás segue
- Dos Pílios ao congresso, onde se achavam
- Nestor e filhos, que o banquete aprontam;
- Quem assa, quem no espeto a carne enfia.
- Ao vê-los grande número os abraça
- E convida ao festim. Primeiro a destra
- O Nestório Pisístrato lhes toma,
- Entre o irmão Trasimedes os coloca
- E seu pai n’alva areia e moles peles;
- Porção de entranhas lhes oferta; o vinho
- Em áureo copo vaza, e reverente
- Fala à prole do aluno de Amaltéia:
- “Hóspede, ao rei Netuno ora conosco,
- A porto chegas para o seu festejo.
- Liba e depreca, é justo, e ao sócio passes
- O doce vinho com que os Céus invoque;
- Todos, julgo, dos Céus necessitamos:
- Jovem comigo em anos emparelha;
- Terás primeiro o copo.” E aqui lho entrega.
- Contente Palas do varão cordato,
- Que a velhice acatava, assim perora:
- “Digna-te, Enosigeu, de ouvir meus votos!
- Honra a Nestor e os filhos, agradece
- A completa hecatombe aos outros Pílios;
- Dá-me e ao sócio o voltarmos tendo obtido
- O que imos procurando a remo e vela”.
- O rito já preenche, e traspassado
- O bicôncavo copo, à risca o mesmo
- Faz o Ulisseu mancebo. Do braseiro
- Tirando, assados superiores trincham,
- O solene festim lauto celebram.
- Vencida a sede e a fome, satisfeitos
- Completamente os hóspedes, o velho
- Gerênio cavaleiro os interroga:
- “Donde vindes cortando as salsas vagas?
- Traficais? ou piratas sois errantes,
- Que para dano alheio a vida expondes?”
- De Minerva Telêmaco animado,
- Por ter informações do herói famoso
- E nome entre os mortais, responde afouto:
- “Nestor Nelides, ó da Grécia adorno,
- Direi quem somos: de Ítaca selvosa,
- Não público negócio, mas privado,
- Que vou contar sincero, aqui nos trouxe;
- Vogo após o rumor do pai querido
- O longânimo Ulisses, que a teu lado
- Soa haver sovertido os muros Teucros.
- Já consta o fim de quantos lá pugnaram;
- Mas Jove esconde o seu: ninguém me explica
- Se a mãos hostis em terra há sucumbido
- Ou soçobrou nas águas de Anfitrite.
- Os pés te abraço, o fado seu declara,
- Se o viste, ou se narrou-te um peregrino.
- Sem dita ah! veio do materno ventre!
- Por dó nada me ocultes, eu to rogo;
- E, se a ti fiel sempre, em dito e feitos,
- Foi na guerra onde Aqueus sofreram tanto,
- Isto lembre-te agora e não me iludas.”
- A quem Nestor: “Os males me recordas
- Que entre esse povo, amigo, suportamos,
- Ou quando errantes pelo escuro pego
- A depredar nos conduzia Aquiles,
- Ou no cerco dos muros Priameios
- De heróis sepulcro: o márcio Telamônio,
- O Pelides caiu, lá jaz Pátroclo
- Em destreza divina, lá meu filho
- Antíloco gentil, ágil, brioso.
- Mas quem memoraria as outras penas?
- Fiques cinco ou seis anos, que no meio
- Da narração com tédio voltarias.
- “Um novênio mil dolos maquinamos;
- Jove a custo pôs termo a tantas lidas.
- Aos demais nos ardis se avantajava
- Teu pai, se o é: com pasmo eu vejo o imitas,
- Moço egrégio, em facúndía e gesto e porte.
- Nunca, no parlamento ou no conselho
- De Ulisses dissenti, por bem dos povos.
- Derruída Ílion celsa e a velejarmos,
- O Supremo em furor dispersa os Dânaos,
- Que todos justos nem prudentes eram;
- Muitos vítimas foram da olhigázea
- Prole de iroso pai, que entre os Atridas
- A discórdia acendera. Os dous, à tarde
- Contra o costume os nossos convocando,
- Que do vinho turbados concorreram,
- O motivo expressaram da estranheza:
- Queria Menelau que o dorso imano
- Talhássemos do mar; o irmão queria
- Deter-nos, e com sacras hecatombes
- A Minerva aplacar. Cegueira e insânia;
- Fácil do intento um nume não se abala.
- Insultam-se os irmãos, e Argeus grevados
- Com sinistro alarido em pé disputam;
- A noite, infenso o Padre, uns contra os outros
- A excogitar velamos. N’alva, os lenhos
- Deitam-se ao divo salso mar, de escrava
- Alticintas onustos e do espólio:
- Fica-se em torno ao rei dos reis metade,
- Metade voga. Um deus amaina as ondas,
- E em Tênedos portados, suspirando
- Pelo saudoso lar, sacrificamos.
- Aumenta o mal, nova descórdia surde:
- Vários, ao sumo. Atrida por obséquio,
- Após o cauto Ulisses retrocedem
- Nos meus navios fujo, pressentindo
- Os desígnios de Júpiter funestos,
- E Tidides me segue e os seus com ele
- Mais tarde Menelau nos topa em Lestos
- Na extensa rota a meditar: se, Psíria
- Dobrando à esquerda, iríamos acima
- Da alpestre sáxea Quio ou desta abaixo,
- Singrando ao longo da ventosa Mimas.
- Rogávamos ao deus, que acena e manda
- Esquivarmos na Eubéia algum desastre:
- Brama o vento, e sulcando o mar piscoso,
- A Geresto os baixéis de noite abordam;
- Atravessado o pélago, a Netuno
- Sagramos táureas coxas. Entra em Argos
- Ao quarto dia a Diomedéia frota;
- A Pilos me encaminho, sem que afrouxe
- A brisa que souprou-me o Céu benigno.
- Assim, meu filho, nada sei dos Graios,
- Salvos ou perecidos; mas te explano
- Quanto em meu teto já me tem constado:
- Corre que os bravos Mirmidões lanceiros
- Pôs em casa o de Aquiles digno gérmen;
- Que os seus pôs o Peâncio Filoctetes;
- Que, em feliz travessia, o rei Cretense
- Todos já recolheu de Tróia escapos.
- De Agamemnon lá mesmo a sorte ouviste:
- Caro custou seu crime a Egisto infame.
- Quão belo um nobre herdeiro, como Orestes,
- Que o pai vingou no pérfido homicida!
- Amigo, sê também, se és guapo e esbelto,
- Sê de valor e esforço, e o mundo assombres.”
- E o mancebo: “Ó Neleio, Aquiva glória,
- Sim, foi justa a vingança; honrado sempre
- Orestes há de ser. Tivesse eu forças
- Contra insolentes e molestos procos!
- Eu nem Ulisses venturosos fomos;
- Cumpre-nos suportar.” — Contesta o velho:
- “Que me lembras? A fama aqui me veio
- Dos que oprimem-te e a casa te arruinam,
- Requestando a Penélope. Abaixaste
- O colo ao jugo, ou por supremo influxo
- Aborreceu-te o povo? Inda quem sabe
- Se o pai sozinho ou com geral apoio,
- Não puna ultrajes tantos? Oh! Minerva
- (Nunca um deus a mortal foi tão propício)
- Te protegesse com o amor que tinha
- Em Tróia exicial ao grande Ulisses!
- Eles de boda a sede apagariam.”
- Telêmaco porém: “Prometes muito;
- Espantas-me, ancião, mas nada espero,
- Nem que os numes o queiram.” — “Desses dentes,
- Minerva acode, que proferes, néscio?
- A quem quer favorece ao longe um nume.
- Prefiro demorar-me entre fadigas
- E ver o dia do regresso à pátria,
- A sucumbir no lar como Agamemnon,
- Pela traição de Egisto e Clitemnestra.
- Contudo os imortais salvar não podem
- Da condição comum qualquer valido,
- Se a Parca o empolga para o sono eterno.”
- Telêmaco atalhou: “Mentor, cessemos,
- Bem que isso me interessa: aparecer-nos
- Veda-lhe o seu destino. De outro assunto
- Me esclareça Nestor, que em três idades
- Se diz que reina, excele na justiça,
- É na presença um deus. Como foi morto
- O rei dos reis? como um varão mais forte
- De Egisto ao braço pereceu doloso?
- Onde era Menelau? Certo, ó Nelides,
- Longe errava da Argólida ao momento
- Que a tal flagício o pérfido arrojou-se.”
- Então Nestor: “Sabê-lo vais, meu filho.
- Ponderas bem; se à volta o louro Atrida
- Inda o encontrasse, a Egisto sobre a cova
- Ninguém terra espargira, e na campanha
- Tivera sido a cães e abutres pasto,
- Sem que uma só mulher chorasse o monstro.
- Nós em altas façanhas, ele estava,
- Lá num retiro de Argos pascigosa,
- A seduzir em ócio com branduras
- A nobre Clitemnestra, que a princípio
- Resistiu, roborada na virtude
- Por um poeta que, ao partir, o esposo
- Ao lado lhe deixou; mas, quando Egisto
- Pôs numa ilha deserta o Aônio aluno,
- Que o Céu votara às aves de rapina,
- De grado ela se foi do amante à casa:
- Conseguido o que nunca obter cuidava,
- Muita perna de rês queima nas aras,
- Muita imagem pendura, alfaias, ouros.
- Parto com Menelau, que me era unido;
- Próximo ao sacro promontório Súnio,
- Febo asseteia-lhe o Onetório Frôntis,
- Que meneava o leme, sem segundo
- Em dirigir a proa nas tormentas.
- Bem que à pressa, em Atenas celebrados
- O enterro e funerais, o Atrida segue
- Pelo sombrio pélago, e nas águas
- Do cabo Maléia, o imbrífero Tonante
- Solta estrídulos ventos e em montanhas
- Incha escarcéus; dispersa, a frota em parte
- A Creta arriba, onde os Cídones moram
- Às abas do Járdano. Alcantilada
- Nos Gortínios confins se eleva rocha
- Do escuro ponto, e ali maretas Noto
- Quebra em Festo ao sinistro promontório;
- Pelo pequeno escolho divididas:
- Naufraga, e apenas a campanha livra
- Menelau, que em cerúleas proas cinco
- O sopro e as ondas para o Egito impelem.
- Enquanto vaga entre homens de outra língua
- E as naus de outro carrega e mantimentos,
- Perfaz o dolo Egisto, e por sete anos
- Duro impera em Micenas opulenta;
- No oitavo, o divo Orestes vem de Atenas,
- Vinga seu pai ao matador matando,
- E ao sepulcral banquete assenta os Gregos
- Do imbele adúltero e da mãe perversa:
- O afável Menelau surge esse dia,
- Nos baixéis de riqueza abarrotados.
- Não muito e longe dos soberbos andes,
- Que devorem-te a casa e os bens repartam:
- Seria, amigo, péssima a viagem.
- Eu te aconselho a visitar o Atrida,
- Que veio donde vir já não pensava,
- Por temporais jogado além do horrendo
- Pélago vasto, que nem aves podem
- Num ano atravessar. Ou corta os mares
- No teu navio, ou se por terra queres,
- Dou-te meu carro, e os filhos te conduzam
- De Esparta à nobre corte: a preces tuas,
- O probo rei te falará sincero.”
- Caído o Sol, adverte a gázea Palas:
- “Sábio discorres, velho, mas das vezes
- Talhem-se as línguas, e mesclado o vinho,
- Libemos a Netuno e às mais deidades:
- Hora é de repousar; sepulto o lume
- Na opaca treva, recolher-nos cumpre
- Deste festejo.” — Todos lhe obedecem:
- Dão água às mãos arautos; as crateras
- Coroando moços, distribuem copos
- Em derredor; e, no brasido as línguas.
- Em pé libam de novo e à larga bebem.
- Já Minerva e Telêmaco desejam
- Tornar-se a bordo; mas Nestor o impede:
- “De vos deixar partir o Céu me guarde,
- Como infeliz trapento, a quem falecem
- Agasalhos de mantas e tapetes:
- Hei tudo, e à farta; no convés não durma
- Do amigo o nada; eu vivo, ou meus herdeiros,
- Para hospitais deveres exercermos.”
- “Justo, ancião, discorres, diz Minerva:
- Aqui pernoite o príncipe contigo;
- Vou confortar a gente e prover tudo.
- Prezo-me eu só de velho; os mais vieram
- Eqüevos e a Telêmaco votados.
- Hei de a bordo encostar-me, e alvorecendo,
- Aos honrados Caucomes dirigir-me,
- Antiga a recobrar grossa quantia
- Em coche um dos teus filhos o encaminhe,
- Rijos lhe empresta alípedes cavalos.”
- Dali, como um xofrango, a de olhos garços
- Desaparece com geral assombro;
- A Telêmaco a dextra o velho aperta:
- “Não serás, filho, imbele e sem virtude,
- Pois tão jovem te assiste uma deidade;
- É certamente a predadora Palas,
- Que a teu pai distinguia. Oh! tu rainha.
- Glorifica-me e a prole e a casta esposa!
- Imolarei do jugo intacta aneja,
- De larga fronte com dourados cornos.”
- Aceita a prece, à régia com seus filhos
- E genros parte; e, em ordem colocados,
- Ele o vinho mistura de anos onze.
- De ânforas que destapa a despenseira,
- Brinda e roga à do Egífero progênie.
- Para dormir, saciados se despedem:
- Nestor o diviníssimo Ulisseida
- Retém no paço, e ao pórtico sonoro
- Um recortado leito lhe oferece,
- De Pisístrato perto, belaz chefe,
- Inda na adolescência; o rei descansa
- Num retrete recôndito, onde a cama
- Afofara a consorte veneranda.
- Ao roxear da pudibunda aurora,
- Surge Nestor, ante o portão repousa,
- Em alva pedra a óleo bem polida,
- Poial já de Neleu, divino engenho:
- Ali, depois que a Dite o pai descera,
- Soía aquela dos Argeus custódia
- O cetro alçar. Das câmaras saídos,
- Cercavam-no Equéfron e Estrácio e Areto
- E Perseu e o deiforme Trasimedes,
- Sexto Pisístrato, o menor da estirpe.
- Era Telêmaco, a imortais parelho,
- Junto ao régio Nestor, que assim começa:
- “Filhos, eia, a Minerva engrandeçamos,
- Que ao solene festim vi manifesta:
- Um corra ao prado em busca do vaqueiro,
- Que uma novilha traga; outro aqui chame
- O ourives Laerceu, que doure os cornos;
- Ande à nau de Telêmaco o terceiro,
- E os nautas, menos dous, nos apresente.
- Ficai-vos os demais; que as servas dentro
- Lauta mesa aderecem, que nos sirvam
- De cadeiras e lenha e de água pura.”
- Tudo obedece: A rês do campo chega;
- De Telêmaco chega a marinhagem;
- Com bigorna e alicates e martelo,
- Utensílios do ofício, o fabro chega;
- Chega Palas e atenta a cerimônia.
- Ouro Nestor fornece; o artista o assenta,
- Para a deusa alegrar, da rês nos cornos;
- Por estes Equéfron e Estrácio a levam.
- Traz de cima em bacia floreada
- Água Areto, e uma serva em cesta molas;
- Afiada o guerreiro Trasimedes
- Secure empunha, a golpear disposta
- Para o sangue aparar Perseu tem vaso;
- Ora o pai, água esparge e farro pio,
- Ao fogo lança da cabeça o pêlo.
- Finda a prece, o Nestório Trasimedes,
- Rápido os nervos cervicais talhando,
- As forças lhe dissolve; em gritos rompem
- Filhas e noras, a pudica esposa,
- Eurídice, a maior das de Clímeno;
- Do chão vasto a novilha erguem, sustentam,
- E Pisístrato príncipe a degola:
- Mana o sangue da vítima, que expira.
- Partem-na; e, como é rito, as cérceas coxas
- Cobrem de pingue dúplice camada,
- Postas várias por cima; o velho as torra,
- Negro vinho entornando; ao pé mancebos
- Bons espetos sustêm qüinqüedentados.
- Ossos combustos, vísceras comidas,
- Picam-se as carnes, que enroscadas assam,
- Os pontudos espetos revirando.
- Filha menor, a bela Policasta
- O hóspede lava; e, de óleo perfumado,
- Ele, em túnica nova e gentil manto,
- Saiu do banho com divino aspecto,
- Junto abancou-se do pastor de povos.
- Pronto o assado e o banquete, os mais prestantes
- O vinho em copos de ouro em pé transfundem.
- Repleta a fome e a sede, ei-lo o Gerênio:
- “Filhos, ora a Telêmaco parelha
- Crinita ao carro atai.” — Sem mais delonga,
- Jungidos os corcéis, mete a caseira
- Pão, vinho, provisões que os reis costumam;
- Sobe Telêmaco à formosa biga;
- Da juventude príncipe, o Nestório
- Pisístrato a seu lado as rédeas move
- E açouta os brutos, que por gosto arrancam
- Da árdua Pilos formosa. O dia inteiro
- De uma e outra banda o jugo não sossega,
- Té que, ao Sol posto, em Feres se dirigem
- A Díocles, de Ortíloco nascido,
- Que o foi do rio Alfeu: lá pernoitaram
- Em jocunda pousada; e, mal fulgia
- A manhã dedirrósea, a biga jungem
- Ao vário coche, e os brutos flagelados
- Ledos voam do pórtico estrondoso.
- Por frugífero campo atravessando,
- A carreira os ungüíssonos terminam,
- Quando as veredas obumbrava a tarde.